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A copy é a alma do negócio?

 

Terça-feira, 23 de julho de 2019, estive na capital do país mais tupiniquim do mundo: Brasília e saí para tomar o café da manhã em uma panificadora que integra uma famosa rede de restaurantes na cidade. Inicialmente ela não seria o nosso destino, (menciono nosso, pois eu estava muito bem acompanhada: Neemias e JV). Estávamos procurando um lugar de forma despretensiosa, e como o nome nos foi familiar optamos pela tal panificadora.

 

Estacionamos o carro e adentramos o estabelecimento. Em uma gélida manhã nada melhor do que um expresso curto para aquecer as ideias. Pedimos um singelo misto quente, que foi a melhor experiência de nossas vidas no quesito misto quente.  E enquanto aguardávamos o nosso pedido, algo numa vitrine de doces nos chamou a atenção. Eu Gabrielle e o JV, prole do tio Nê, fomos sumariamente seduzidos por doces que nos hipnotizaram. Definitivamente aquelas sobremesas eram expert em neuromarketing, pois o meu espírito só aquietou-se depois que eu estava diante de uma delas empunhando os talheres. Os doces tinham uma aparência tão fantástica que pareciam estar apetitosos demais.

 

JV e eu estávamos mais do que decididos sobre nossa escolha, dentre as várias opções. Foi então que o tio Nê teve a genial ideia de cada um optar por uma sobremesa diferente, a fim de que todos provassem todas as opções selecionadas. Enfim, terminamos o nosso café da manhã com o melhor misto quente de nossas vidas e, a decisão mais difícil de nossas vidas foi tomada: uma tortelete de brigadeiro, um brownie de chocolate meio amargo e uma tortelete de nozes. Depois da primeira fomos tomados por uma sensação terrível: decepção!!!!!! Sim, decepção. Os doces eram muito ruins, não faziam jus à tanta beleza externa, os brigadeiros estavam cristalizados, o brownie estava na consistência de um pão amanhecido há 3 dias, enfim o objetivo aqui não é fazer bico de jurado de mastercheff, mas os doces estavam horríveis. Nada do que estava agradável aos olhos repetiu-se em nosso paladar.

 

No entanto, isso nos rendeu uma bela diversão. Rimos muito com a realidade: totalmente iludidos pela beleza externa, e diante dessa situação curiosa e cômica é impossível não fazer um paralelo com o marketing digital. que consegue estar presente em um singelo café da manhã. Chega de história e vamos ao que interessa:

 

A decepção com as sobremesas é bem semelhante com as estratégias de vendas que vemos por aí para qualquer tipo de produto, pois nem tudo o que reluz é ouro e sendo assim cartas de vendas, embalagens de produtos, copys matadoras, websites, vídeos de vendas, mockups de produtos, e-books, artistas promovendo encapsulados e-mails com ofertas incríveis, tudo isso pode esconder um brigadeiro vencido. Uma coisa é fato, o ser humano é exigente por natureza, e sim, comemos com os olhos e quando se trata do marketing digital a realidade é a mesma.

 

Entretanto o nome da empresa (marca) não faz a qualidade do produto e, partindo desse princípio, lhe convidamos a refletir: a embalagem do seu produto está mais atrativa que ele próprio? Se a resposta for sim, você dificilmente vai fidelizar clientes. É bem possível que eu,Tio nê e o Jv voltemos ao local por conta do misto quente, que é uma experiência única, mas se a volta depender dos doces?prefiro ir até o reclame aqui e registrar a nossa experiência. E aí, o que lhe parece mais importante: layout ou qualidade?
Pense bem nessa resposta, pois eu tenho certeza que você não fica à vontade com a ideia de ser seduzido por uma copy incrível de um ?doce? horroroso. Seu cliente também não.

 

 

Gabrielle Viero